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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Hortinha e saracuras

Esta semana dei uma arrumada no mato... fiz um cercadinho para plantar algumas coisinhas... as saracuras tão acabando com todos os brotos que eu planto. Acho que não tá faltando comida pra elas... até milho tenho deixado pra ver se elas deixam as plantinhas... as danadas até sobem na bananeira e ficam comendo as bananas mesmo verdes...Bom, é uma tentativa pois as pestes não deixam minha berinjela vingar... aparece a flor e quando o broto sai, elas comem...

Aramides saracura
Espécie onívora, gostam de capins e brotos de milho, 
consomem insetos e larvas, ovos de outras aves aquáticas, 
desovas de pererecas.

o cercadinho feito com bambu e sacos de cebola... ainda falta a estrutura do teto onde vou colocar o sombrite ou saco plástico transparente.

caixa de frutas que serviram para os tubetes de mudas

as mudinhas agora de casa nova... pertinho da água e com sombra e pouco vento



banana nanica, quase no ponto...

mais bananas plantadas...
 a Lila me acompanha nos plantios...

Essa acho que é uma palmeira jerivá... eu havia jogado muitas sementes e agora está brotando muuitas...
O Jerivá (Syagrus romanzoffiana) é uma palmeira nativa da Mata Atlântica no Brasil, 
mas que pode ser encontrada em diferentes tipos de florestas, como restinga, 
floresta ombrófila densa, floresta estacional semidecidual, mata ciliar, mata paludosa, 
floresta estacional decidual, cerrado.

domingo, 24 de junho de 2012

Horta de metro quadrado...

Não há desculpa de espaço para se fazer uma horta... no terraço, na janela, no fundo do quintal, sempre há como plantar alguma coisa. Essa reportagem mostra como fazer uma horta bastante variada em pouco espaço...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Horta Mandala Apae de Valinhos (2011 - 2012)

Reforma da Horta em 2012 - depois de muitos frutos dei uma reviravolta na horta. Da mandala sobrou o círculo  e agora mais parece um buraco de fechadura... no final tá tudo interligado a horta e os canteiros laterais...Veja só!


O caminho central
vista do alto 
vista do quisque 
o cento - feijão guandu pra sombra e nitrogênio - mamão 
vista das mesas - uma delas fiz um viveiro para as mudinhas... 
o quisque com a bike encostada... é uma pedalada pras pernas e enxada pros braços - 
uma super academia!!! 
caminho lateral  
lavanda, capuchinha e outras... 
muuito manjericão 
Quando o homem aprender a respeitar os menores seres da criação, ninguém precisará ensiná-lo a respeitar seu semelhante. 

Círculo de bananas - com margaridão, milho, mamona, mamão, inhame... 
composteira - de folhas e de sobra de alimentos crus - as matildes vivem em festa!!! 
mesa com cebolinha e rabanete 
as mudinhas querendo falar! 
as comestíveis capuchinhas

O Projeto - Horta Mandala
Buscou-se criar um espaço multifuncional onde se pudesse produzir alimentos para os assistidos e funcionários da APAE e proporcionar um espaço educativo e de visitação onde se pudesse observar uma maior diversidade de culturas, um verdadeiro passeio lúdico. Dessa forma optou-se pelo projeto a seguir onde se criou diversos espaços: horta mandala, círculo de bananeiras, canteiros suspensos, produção de mudas, produção de composto, canteiros laterais com flores e ervas, mamoeiros e uma área de roça para plantação de mandioca, inhame, milho, abóbora e outros, tudo isso dentro dos padrões de agricultura natural e orgânica.

O Formato Mandala
O formato circular da horta se deve a diversos fatores que passamos a expor:

- Segundo o estudo da permacultura (ciência que busca a sustentabilidade na criação e manutenção de sistemas em escala de forma holística) uma das características ou princípios fundamentais é o de copiar a natureza em sua forma e expressão, logo, a forma circular presente em todo o universo (sementes, planetas, ovo, flores, células e outros) é a mais adequada ou sustentável.
- Beleza da forma.
- Proporcionar um caminhar por entre as culturas lúdico e rico para se observar as espécies e variedades cultivadas, cheiros e sabores diversos, além de cores e formas diversas.
- A forma circular possui um maior aproveitamento de área cultivada em relação à área ocupada.
- A forma circular proporciona uma grande economia de água e de equipamentos de irrigação por facilitar sua rega com apenas um aspersor central giratório.
- Com a forma circular a produção é mais concentrada e diversificada, o que ajuda no controle natural de pragas e no acúmulo de nutrientes no solo, facilitando o trabalho de manutenção do sistema.

A Mandala
A palavra mandala vem do sânscrito (língua da Índia) e significa círculo, uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo.

Os Resultados
- Durante todo o ano criou-se um espaço de convivência lúdica, inclusiva e produtiva entre os participantes da oficina de horta do CCP.
- Durante todo o ano tivemos uma grande variedade de culturas produzidas e comercializadas pelos alunos do CCP em toda a instituição, com produtos a R$ 1,50, gerando renda para a instituição.
- Geração de aprendizado e momentos agradáveis entre os alunos do CCP.
- Melhoria da qualidade do solo pela constante nutrição através de composto produzido no local com sobras de matéria orgânica da cozinha.

Dificuldades
- Alguns fornecedores de serviços (plantio de murta, remoção e colocação de alambrados da quadra de futebol e retirada dos alambrados no entorno da horta) que estiveram no local pisotearam e estragaram diversas produções dos canteiros laterais, gerando sentimento de desrespeito com os alunos do CCP e atrasando os trabalhos de formação das culturas propostas e já iniciadas.
- Pouco tempo para cuidar da horta (8h).
- Falta de irrigação em vários momentos, por falta de água ou de pessoa para tal.
- Falta de equipamento – ferramentas e roçadeira – aliado ao tempo escasso para limpeza do mato que cresce rapidamente em um solo nutrido.
- Excesso de galhos colocados durante as férias, inclusive uma árvore inteira cortada, danificando algumas produções como: bananas, melancia, abóbora, milho, xuxu e outras.






quinta-feira, 15 de março de 2012

Projeto Sustentabilidade na Escola


Por que?
Antigamente nossa forma de vida não interferia nos processos naturais do planeta, hoje, porém, a sociedade humana com sua ação, tem comprometido diversos sistemas vitais. Precisamos entender que o desenvolvimento de hoje tem que levar em conta as necessidades da sociedade do amanhã.

Objetivo
Buscamos sensibilizar os jovens a refletir e buscar em suas vidas uma forma mais sustentável, saudável e coerente com o momento em que vivemos e a vivenciar valores como: respeito a si mesmo ao próximo e ao meio ambiente, solidariedade, cooperação, não violência e democracia.

” Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Mahatma  Gandhi

Como?
Através de oficinas práticas onde trabalharemos os 3 erres da sustentabilidade: Reduzir, Reciclar e Repensar. Nossa proposta: realizar pequenas oficinas onde as crianças e os jovens possam experienciar e refletir sobre ações e práticas mais sustentáveis para nós e para o planeta. 

Oficinas propostas
Implantação de horta orgânica 
Intervenções na horta e em reciclados.
Colheita, preparo de alimentos e degustação.
Compostagem caseira – reciclando materiais e sobras de alimentos.
Viveiro de mudas para plantios – a partir de sementes e de estacas.
Arte e reciclagem - arte com papel, dobradura e confecção de artesanato com papel.
Culinária viva - preparo de potes para germinação e semeadura - suco vivo, pão essênio e queijos de sementes.

contato: Beto Samu - samu@uol.com.br - 19 9716 8936

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Oficinas de Março

Serão duas oficinas que realizarei em Valinhos em março:
Oficina de Madalas e Reciclagem e Oficina de Horta Caseira em Pequenos espaços
Apareça... divulgue,,,



quarta-feira, 15 de junho de 2011

Economia Solidária, feira de troca, consumo cooperado

Ontem, roda de conversa na Iris sobre o tema Economia Solidária.
Poucos foram. Talvez o frio, talvez o tema... não sei. O fato é, constatação minha, fora os 5 "entusiasmados", muitos "convidados" não puderam experimentar um novo olhar sobre a economia, sobre a vida... talvez, não queiram olhar, talvez não acreditem mais, talvez nem pensaram, talvez já saibam...
Marquei o entusiasmado pq eu vi ontem cedo, em um video o Galeano falando sobre o significado de entusiasmado: "ter os deuses dentro". Ele foi abordado por um repórter na Catalunya... na praça, e falou dessa vitamina E, e ontem, apesar de poucos, pude sentir isso... dentro das pessoas que estavam lá, que trocamos muito mais do que bananas, livro, sabonete, bilhete e CD... trocamos essa vitamina... E de entusiasmo, E, de esperança, E, de energia... é muito bom!!! principalmente qdo vejo jovens na busca de um mundo diferente, um mundo melhor, dispostos a pensar, a repensar e a nadar contra isso tudo que ai está... como diz Galeano, "me faz sentir q viver vale a pena".
Dentro desse espírito, compartilho aqui no blog idéias, leituras, e links sobre a Economia Solidária para quem quiser experimentar um novo olhar...

Banco Palmas - uma das maiores e melhores experiências positivas sobre economia solidária - um bairro da periferia de fortaleza, pobre, criou uma moeda social forte e uma economia que devolveu a dignidade dos moradores que tinham sido expulsos da Aldeota, bairro classe média em expansão.
http://www.youtube.com/watch?v=jWZP997S7TE,
http://www.youtube.com/watch?v=h8YLFKr7lZs e
http://www.youtube.com/watch?v=0bVrBk4Em9A
são 3 links de pequenos vídeos que mostram essa forma de ver uma economia, que não exclui, que valoriza a cooperação, a solidariedade, o ser humano, as relações, a dignidade do trabalhador e seu trabalho,. a criatividade, a democracia verdadeira, que valoriza a diversidade, o saber local, a justiça social, onde todos são "prossumidores" (consumidores e produtores) e, finalmente cuida do meio ambiente.
Um banco social empresta dinheiro a quem dele precisa e investe em seu futuro. Investe na vida! O banco é uma associação entre pessoas e atendem às pessoas e não a interesses individuais que visam o lucro, o acumulo, a exploração e a pilhagem de recursos.
Algumas das ferramentas da economia solidária: banco social, feira de troca solidária, compras coletivas, classificados solidários, cooperativas de crédito, consumo cooperado... tudo isso não é novo... mas, coisas que nos fizeram esquecer pois não contribuem para a outra economia insustentável que oprime, que explora...
onde 20 % se beneficia e 80 % vive das migalhas.

A feira de troca é uma alternativa viável ao assistencialismo humilhante e criador de uma sociedade de pedintes. Experimente a feira de trocas: marque com o grupo do seu prédio, da sua rua, do seu bairro. Ao invés de uma reunião de condomínio chata que ninguém vai... comece a fazer uma vez por semana um encontro com os moradores para trocas. Troca de brinquedos entre as crianças, de roupas entre as mulheres, de conhecimentos, de serviços, de livros, de artesanato, de cds, enfim, de qualquer coisa. Inclua a sua empregada, o faxineiro do prédio, o porteiro, o zelador, o morador de rua da esquina, a criança que fica na esquina pedindo esmola ou fazendo malabares na frente dos carros, o beberrão do bar da esquina... isso sim, é justiça social. Isso sim é caridade. Isso sim é respeitar a dignidade das pessoas. Porque não há ninguém melhor que ninguém. Em pouco tempo vcs vão sentir que todos os problemas vão poder se resolver com a feira. As pessoas vão interagir mais, vão se respeitar mais, vão criar condições melhores para o diálogo, para escutar, porque também serão escutados...

http://www.cefuria.org.br/site/tematicas/economia-solidaria.php
http://feiradetrocascentro.blogspot.com/
Estes links levam para algumas idéias a mais sobre economia solidária e feira de trocas

Consumo Cooperado
é uma outra ferramenta que aproxima muito as pessoas e criam condições reais de inclusão, bem estar e melhoria de vida. Quanto nós gastamos com coisas inúteis comprando produtos caros e que ficarão numa prateleira de armário empoeirando e ficando velho? Uma furadeira por exemplo: a vida útil dela é de apenas 15 minutos. É incrível q compremos um produto caro para usar apenas 15 minutos porque precisamos de um buraco. Nós não precisamos do CD quando queremos música, não precisamos do DVD qdo queremos na realidade o filme, nem muito menos livro, quando queremos história. Quanta coisa podemos Compartilhar? emprestar? Alugar? Dar? É só criar as condições para isso. em um prédio, numa rua, quantas coisas podemos trocar, doar, alugar, emprestar... assim sobra dinheiro para uma festa, para uma viagem, para se criar uma cooperativa de crédito e, quem sabe também para comprar coisas para todos, para o prédio, para a rua, para o bairro. Há cidades no mundo que tem produtos brancos, que são produtos de uso comum. Qualquer um vai lá, usa e guarda. Bom, talvez vc possa estar pensando que aqui no Brasil isso não vai dar certo... provavelmente não, no começo, mas, com um tempo, todos vão enxergar que é assim que se pode construir um mundo melhor, construindo relações melhores, acreditando no futuro, nas idéias, nas utopias.
Compartilho algumas idéias sustentáveis que andei pesquisando e pensando...>>> http://momentosustentabilidade.blogspot.com/

RELEMBRANDO O CONVITE: Sábado dia 18 de junho - as 14h Encontro de Troca Solidária - no salão do clube de mães de Valinhos - na festa do Figo. APAREÇA!!!

domingo, 6 de março de 2011

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

tião rocha em ermelino matarazzo

Treinamento Educação Popular com Tião Rocha/Ednalva

Manoel de Barros “Aquele que desaprende 8h por dia vira sábio”
Tião contou a história do CPCD e as perguntas que fez a si próprio e que acabaram por dar vida ao projeto: se era possível fazer educação sem escola e se é possível fazer uma boa educação em baixo de um pé de manga.

Algumas respostas que ele foi colhendo durante sua vivência: educação só acontece no plural, o professor ensina e o educador aprende, é possível fazer uma boa educação fora da escola e, tudo isso foi gerando novas perguntas que foram sedimentando o projeto.
Alguns pontos importantes do projeto são a biblioteca que funciona 24h como um hospital, devolveu à população do Vale do Jequitinhonha o sentimento de que o lugar deles era lá (meu lugar é aqui!), aprender o ponto de vista do outro, respeitando as diferenças, pois é ai que a gente se completa, e que o exercício mais importante a fazer é como agregar todos os pontos de vista de um grupo que, inicialmente, é um bando, mas, que se pretende transformar num verdadeiro time. Tião falou também da diferença entre piscadela e piscadela, para poder perceber as diferenças e que para construir um time é necessário ter em mente sempre 3 coisas: ser bom pra mim, bom pro grupo e bom pro projeto.

Dinâmicas:

- Crachá – cada um faz seu crachá com o nome que gosta de ser chamado e uma característica com a inicial do nome. Em seguida em duplas um se apresenta ao outro para depois, trocando os crachás um se apresentar como o outro. Pudemos verificar como facilitou a escuta ativa entre as pessoas e também como nos contatamos com nós mesmos, com nossas características e sentimentos para passar ao colega sem intereferências.
- bola - jogar bola repetindo os nomes, sem deixar cair. Cada vez que cai a bola volta ao início e retoma os nomes na mesma sequência. Facilita guardar os nomes do grupo e após vencer o desafio ao grupo de não deixar cair, gerqando cuidado um com o outro, passa a diminuir o tempo como um novo desafio, criando união entre o grupo e sentimento de superação.
Após os jogos a discussão fica para sedimentar o aprendizado onde cada um expõe o que percebeu.
No 2º dia começamos com 10 bolinhas de tenis recuperando a sequência dos nomesz do 1º dia. O exercício dava 5 oportunidades para colocar o maior n´mero de bolas dentro do saco, após fazer a sequência e sem deixar a bola cair. Após o exercício ficou a reflexão sobre os dois exercícios do 1º e do 2º dia e qual deles tinha mais a ver com a realidade da comunidade. Como administrar os pontos críticos sem excluir, levando em conta as dificuldades individuais. Tião após o exercício deu um exemplo de uma cidade no Maranhão em queo índice de mortalidade infantil era grande e comparou com a bola que cai, que poderia ser um menino que perdemos e que o melhor método é aquele que faz a gente ganhar o jogo. Em seguida falou sobre a MDI - maneiras diferentes e inovadoras de solucionar um problema.
O 2º jogo foi com a ajuda de um novelo de lã, jogando na mesma sequência do outro, só que dessa vez falando eu sei, eu faço e eu quero, expressando os saberes, fazeres e quereres de cada um. Após o exercício a teia formada pela lã foi colocada no chão e comparado a um mapa da comunidade. Tião pediu então para que as pessoas ocupassem os espaços formados no chão e cada um foi ocupar um dos espaços deixando muitos vazios. Então questionou os espaços vazios e fez com que pensássemos sobre eles e uma nova forma de ocuparmos os espaços, pensando nos espaços vazios também. Então o grupo ocupou novamente os espaços andando sobre eles, como se fossemos donos de todos os espaços e novamente parou para reflexão. Na sequência propos uma nova forma e assim o grupo ocupou vários espaços com seu corpo ao mesmo tempo. Então Tião propos para pensar novamente de que maneira os moradores se organizavam na comunidade.
Em seguida passou uma série de slides sobre formas organizativas, foirmas de fazer, sistemas de decisão, meio ambiente, relação de produção, memória e visão do mundo como componentes identificadores sociais que definem e constroem a cultura de um grupo.
No 3º dia, após o jogo do avião, em que nos dividimos em dois grupos, cada um com 4 aviões (cegos), um comandante (mudo) e o restante como minas e que combinássemos em grupo como fazer para guiar o avião de um lado a outro, passando pelas minas e pousando nas cadeiras do outro campo, refletimos sobre sensações vividas pelo grupo e processos para chegar ao resultado e como se poderia melhorar e também como fomos limitados deixando de utilizar o que não havia regra específica como o avião se comunicar com o comandante. Em seguida perguntou ao grupo quem era o avião, a mina e o comandante na comunidade. Após muitas reflexões e tentativas Tião esclareceu que o comandante deveria ser sempre os objetivos a alcançar e que o time existe em função dos objetivos.
Tião mostrou slide com dois gráficos sobre conceitos básicos de cultura e educação no Tic e Tac, ou seja, mudar de (tic)teconologias de informação e comunicação por (tac)tecnologia de aprendizagem e conhecimento. Falou sobre o olhar para o copo cheio ou o copo vazio e que olhar para o cheio é considerar o potencial humano existente na comunidade, ou IPDH.

sábado, 31 de outubro de 2009

3 dias com Tião Rocha

Uma das experiências mais ricas da minha vida... esses 3 na verdade 4 dias no Projeto Pantanal, uma comunidade em Ermelino Matarazzo, que a CD:H:U está tocando. Fui participar de uma seleção de educador popular para acompanhar o projeto em conjunto com uma equipe de educadores populares, moradores da comunidade. Aprendi um bocado com o Tião Rocha e com a Ednalda, da sua equipe e também com todos que participaram. Foi um envolvimento muito bom e rico em trocas. O Tião tem uma bagagem riquíssima e conseguiu mostrar que tem jeito de mudar a educação que aí está. Mostrou um pouco dos projetos de Araçuai e Curvelo e outros que ele participou. As dinâmicas baseadas no aprender brincando e depois refletindo em tudo que sentimos e experimentamos, trazendo o jogo para a realidade da comunidade e vendo o que tem a ver com as relações, as dificuldades e a forma como se participa. Estou super animado com isso, mas, ainda não sei se continuo pois a contratante ainda não se manifestou. Estou torcendo! Uma mudança e tanto poder compartilhar e aprender com um time de educadores treinados pelo Tião.
valeuuuu

http://www.cpcd.org.br/

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Projetos (início)

Lixo Orgânico Zero

Depois que retornei do curso do Ipema, em julho deste ano, fiquei pensando que eu deveria fazer alguma coisa com tudo que aprendi sobre a Permacultura. A exemplo do Marcelo, fiquei incomodado em ter um conhecimento e ter ele guardado só pra mim, ou não estar fazendo nada em relação a ele.


Bom, resolvi dar alguns passos. Primeiro coloquei pra mim um desafio: Lixo Zero. No meu bairro (Jd Pacaembu) a Pref. de Valinhos ainda não implantou a coleta seletiva, mas, há os catadores independentes que são bastante ativos por aqui e cada um pega um tipo de material. Bom, então vou fazer o meu Lixo Orgânico Zero e, ainda guardo algumas embalagens que reutilizo como: potes de plástico, caixas de fósforo, miolo do rolo de papel, sacos plásticos e potes de extrato de tomate (q nem compro mais). Sobre o orgânico, comecei a compostar na floresta em frente de casa. Simples, cavo um buraco, enterro e planto em cima alguma coisa. Na maioria é cascas de frutas e restos de verduras, além disso, de tempos em tempos faço uim minhocário em casa, na minha varanda, para a minha horta de varanda... Na foto tem girassol, inhame, mandioca e abóbora. Já plantei tomate, abóbora cabotchan, rabanete, hortelã, melancia e maracujá. Recentemente plantei alguns caroços de manga (várias espécies), palmeira, jussara, pêssego, além de mudas que fiz de amora, banana (para os saguis) e açerola. A minha tendência é ir mais para a agrofloresta, mas, se meu plano der certo, pretendo deixar um espaço para horta comunitária.

Bom, o plano é o seguinte: Em breve irei preparar um dossiê com os registros da plantação (fotos e frutos) e visitar alguns vizinhos para buscar adeptos para me ajudar. O duro é molhar todo dia... Após visitar os vizinhos do prédio, pretendo visitar os outros prédios daqui da rua e do bairro e, quem sabe formar um sistema de ecovila aqui. Compartilhar conhecimentos, produtos... Penso que as soluções locais são bem produtivas, se cada grupo fizer em seu bairro ou sua rua um movimento coletivo, em pequena escala, de uma forma sustentável, as chances de termos um ambiente melhor e mais saudável é grande.
A idéia é simples: a floresta é mais nossa (bairro) do que de Valinhos inteiro, portanto, somos mais responsáveis por ela do que os outros. Cabe a nós protegê-la e zelar para que a vida a vida que há nela seja sustentável, apesar de restrita. Aqui se acumula lixo e entulho de construtoras e até pessoas do bairro que depositaram ali, achando que estão se livrando dele... mas, infelizmente estão trazendo mais problemas, como no meu prédio q já apareceu escorpião e outros bichos. Além de pássaros que vivem, há uma ou duas comunidades de saguis vivendo por lá e, penso que pelo tamanho da mata, há muito pouco allimento para eles, portanto, há muito o que se fazer.