quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Duo Siqueira Lima

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

tião rocha em ermelino matarazzo

Treinamento Educação Popular com Tião Rocha/Ednalva

Manoel de Barros “Aquele que desaprende 8h por dia vira sábio”
Tião contou a história do CPCD e as perguntas que fez a si próprio e que acabaram por dar vida ao projeto: se era possível fazer educação sem escola e se é possível fazer uma boa educação em baixo de um pé de manga.

Algumas respostas que ele foi colhendo durante sua vivência: educação só acontece no plural, o professor ensina e o educador aprende, é possível fazer uma boa educação fora da escola e, tudo isso foi gerando novas perguntas que foram sedimentando o projeto.
Alguns pontos importantes do projeto são a biblioteca que funciona 24h como um hospital, devolveu à população do Vale do Jequitinhonha o sentimento de que o lugar deles era lá (meu lugar é aqui!), aprender o ponto de vista do outro, respeitando as diferenças, pois é ai que a gente se completa, e que o exercício mais importante a fazer é como agregar todos os pontos de vista de um grupo que, inicialmente, é um bando, mas, que se pretende transformar num verdadeiro time. Tião falou também da diferença entre piscadela e piscadela, para poder perceber as diferenças e que para construir um time é necessário ter em mente sempre 3 coisas: ser bom pra mim, bom pro grupo e bom pro projeto.

Dinâmicas:

- Crachá – cada um faz seu crachá com o nome que gosta de ser chamado e uma característica com a inicial do nome. Em seguida em duplas um se apresenta ao outro para depois, trocando os crachás um se apresentar como o outro. Pudemos verificar como facilitou a escuta ativa entre as pessoas e também como nos contatamos com nós mesmos, com nossas características e sentimentos para passar ao colega sem intereferências.
- bola - jogar bola repetindo os nomes, sem deixar cair. Cada vez que cai a bola volta ao início e retoma os nomes na mesma sequência. Facilita guardar os nomes do grupo e após vencer o desafio ao grupo de não deixar cair, gerqando cuidado um com o outro, passa a diminuir o tempo como um novo desafio, criando união entre o grupo e sentimento de superação.
Após os jogos a discussão fica para sedimentar o aprendizado onde cada um expõe o que percebeu.
No 2º dia começamos com 10 bolinhas de tenis recuperando a sequência dos nomesz do 1º dia. O exercício dava 5 oportunidades para colocar o maior n´mero de bolas dentro do saco, após fazer a sequência e sem deixar a bola cair. Após o exercício ficou a reflexão sobre os dois exercícios do 1º e do 2º dia e qual deles tinha mais a ver com a realidade da comunidade. Como administrar os pontos críticos sem excluir, levando em conta as dificuldades individuais. Tião após o exercício deu um exemplo de uma cidade no Maranhão em queo índice de mortalidade infantil era grande e comparou com a bola que cai, que poderia ser um menino que perdemos e que o melhor método é aquele que faz a gente ganhar o jogo. Em seguida falou sobre a MDI - maneiras diferentes e inovadoras de solucionar um problema.
O 2º jogo foi com a ajuda de um novelo de lã, jogando na mesma sequência do outro, só que dessa vez falando eu sei, eu faço e eu quero, expressando os saberes, fazeres e quereres de cada um. Após o exercício a teia formada pela lã foi colocada no chão e comparado a um mapa da comunidade. Tião pediu então para que as pessoas ocupassem os espaços formados no chão e cada um foi ocupar um dos espaços deixando muitos vazios. Então questionou os espaços vazios e fez com que pensássemos sobre eles e uma nova forma de ocuparmos os espaços, pensando nos espaços vazios também. Então o grupo ocupou novamente os espaços andando sobre eles, como se fossemos donos de todos os espaços e novamente parou para reflexão. Na sequência propos uma nova forma e assim o grupo ocupou vários espaços com seu corpo ao mesmo tempo. Então Tião propos para pensar novamente de que maneira os moradores se organizavam na comunidade.
Em seguida passou uma série de slides sobre formas organizativas, foirmas de fazer, sistemas de decisão, meio ambiente, relação de produção, memória e visão do mundo como componentes identificadores sociais que definem e constroem a cultura de um grupo.
No 3º dia, após o jogo do avião, em que nos dividimos em dois grupos, cada um com 4 aviões (cegos), um comandante (mudo) e o restante como minas e que combinássemos em grupo como fazer para guiar o avião de um lado a outro, passando pelas minas e pousando nas cadeiras do outro campo, refletimos sobre sensações vividas pelo grupo e processos para chegar ao resultado e como se poderia melhorar e também como fomos limitados deixando de utilizar o que não havia regra específica como o avião se comunicar com o comandante. Em seguida perguntou ao grupo quem era o avião, a mina e o comandante na comunidade. Após muitas reflexões e tentativas Tião esclareceu que o comandante deveria ser sempre os objetivos a alcançar e que o time existe em função dos objetivos.
Tião mostrou slide com dois gráficos sobre conceitos básicos de cultura e educação nou Tic e Tac, ou seja, mudar de teconologias de informação e comunicação por tecnologia de aprendizagem e conhecimento. Falou sobre o olhar para o coppo cheio ou o copo vazio e que olhar para o cheio é considerar o potencial humano existente na comunidade, ou IPDH.

sábado, 31 de outubro de 2009

Sagrado

tudo é sagrado
o divino está
dentro e fora
de nós e de tudo

pq me cuidar?
pq me amo
pq cuidar das coisas?
pq são divinas

se Deus está em nós
me amando
eu amo Deus
eu sou divino

se Deus está em tudo
amando tudo
eu amo a Deus
tudo é divino
tudo é sagrado.

3 dias com Tião Rocha

Uma das experiências mais ricas da minha vida... esses 3 na verdade 4 dias no Projeto Pantanal, uma comunidade em Ermelino Matarazzo, que a CD:H:U está tocando. Fui participar de uma seleção de educador popular para acompanhar o projeto em conjunto com uma equipe de educadores populares, moradores da comunidade. Aprendi um bocado com o Tião Rocha e com a Ednalda, da sua equipe e também com todos que participaram. Foi um envolvimento muito bom e rico em trocas. O Tião tem uma bagagem riquíssima e conseguiu mostrar que tem jeito de mudar a educação que aí está. Mostrou um pouco dos projetos de Araçuai e Curvelo e outros que ele participou. As dinâmicas baseadas no aprender brincando e depois refletindo em tudo que sentimos e experimentamos, trazendo o jogo para a realidade da comunidade e vendo o que tem a ver com as relações, as dificuldades e a forma como se participa. Estou super animado com isso, mas, ainda não sei se continuo pois a contratante ainda não se manifestou. Estou torcendo! Uma mudança e tanto poder compartilhar e aprender com um time de educadores treinados pelo Tião.
valeuuuu

http://www.cpcd.org.br/

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Adrian (he-man) x Thoreau




Repasso a mensagem que recebi do Adrian, meu amigo polones que fez curso de permacultura no Ipema comigo no ano passado. É incrível a capacidade dele de viver fora da civillização, sem dinheiro, ou seja, vivendo do próprio suor por comida... um Thoreau dos dias de hoje!! Thoreau, pra quem não leu, viveu nos bosques do lago Walden, nos EUA, do seu próprio trabalho, de uma forma simples e escreveu duas das maiores pérolas da literatura: Walden ou vida nos bosques e Desobediência Civil. Pra quem não sabe, esse último foi uma das leituras de Ghandi antes da revlução pacífica na Índia. A diferença é que Adrian fez tudo isso com a famílila e já moraram em vários locais. Eu tive a chance de conhecer a casa que ele morou numa praia deserta no Rio, distando uma hora a pé da civilização por uma trilha no meio da mata. Quando estive lá, a mulher dele falava que tinham encontrado uma caverna perto e estavam pensando em ir para lá... A história dessa casa é igual. Eles iam com um circo e resolveram sair, quando passaram pelo Brasil. Viveram algum tempo na praia e, numa das caminhadas, encontraram essa casa abandonada. Arrumaram e se mudaram pra lá. Uns dois anos depois, aparecem os donos, uma faculdade do Rio. Quando souberam da história dele e das bemfeitorias, deram pra ele um contrato de comodato pra ficar lá.
Que história!
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Aqui Adrian (he-man) e familia


Alguns de Vocês conhecem um pouco nossa historia. Para outros vou só resumir que últimos 3 anos morei em solitaria casinha no meio de mata e bananal de praia Funda(reserva biologica Prainha e Grumari).Uma hora de caminhada a pé para chegar.Tentamos implantar o possivel de permacultura,mais a terra gosta ver homens trabalhando juntos...e la não foi possivel.Faz 8 meses me mudei para Vargem Grande(bairro ainda verde com haras,trilhas para PE de Pedra Branca) onde consegui convencer dono de maior pousada-restaurante de bairro(don Pascual) a implantar sistema de tratamento de esgoto usando Zonas de Raizes e Bacias de Evapotranspiração,construi uma composteira ,estou finalizando minhocario feito de garrafas ,organizei coleta seletiva no restaurante e condominio onde moro, iniciamos compostagem i hortas tambem.(bom nem todos moradores querem cooperar...)Elder nosso amigo de curso estará fazendo uma horta responsa aqui também.Tambem estou dando aulas de hatha Yoga para um grupo de amigos.Foi feito um filme e reportagem sobre nos e nossa historia (traduzindo de polones:"Vivir fora de sistema") .Depois de anos de vida fora de sistema,sem luz telefone e internet(2 anos vivendo na praia deserta de Atacama de coleta de algas,3 anos de vida sem dinheiro na Bolivia,3 anos na praia Funda)aprendi e passo dia no internet,comprei um Fusca,estou ajeitando meus documentos(residencia permamente ),meu filho começa estar viciado em videojogos...

Percebemos que não é o que queremos.Falta contato direto com terra mesmo, a dependencia dela...Se precisa mais exemplos de bem viver.O que estou fazendo em Vargem Grande não vai freiar a destrução aqui..ja foi longe demais...

Depois de orar,meditar e muuuito pesquisar estamos decididos comprar uma pequena fazenda na region de APA Serra Grande(entre Ilheus e Itacare mais não no litoral mesmo,mas para dentro).As fazendas tem muita agua,mata atlantica ,cacau,coco,e outros frutais actua ONG FlorestaViva,tem escola Waldorf(Dende da Serra),e povo muito carente que precisa de pessoas como nos (vocês),para voltar a ter dignidade,e não destruir a mata.

Quem se interesa pelo asunto,tem contactos no sur de Bahia ,tem algum lugar diferente,algumas ideas ou propostas me escreve por favor

Mando um par de fotos ,de minhas ultimas actividades

Um abração a todos



terça-feira, 20 de outubro de 2009



Essa ação foi feita pela agência de publicidade DDB e pela Volkswagen, na escada de um metrô de Estocolmo, na Suécia. Imagina você pegando uma escada e ela funciona ocmo um piano... bem al lado de uma escada rolante... Qual delas você pegaria? Olha só que interessante... imagina colocar um sistema que gere energia ao pisar, a escada rolante funcionaria com a energia produzida pelas pessoas subindo e descendo escada... um belo exemplo de sustentabilidade e o povo com mais saúde. Agora só falta a VW produzir carros menos poluentes... hehe

sábado, 17 de outubro de 2009

BLOG da Feira de Troca em Valinhos



Depois de participar da feira de troca em Sampa, resolvi criar uma aqui em Valinhos, no bairro onde moro. Iniciei contato com Zé Ramos, produtor cultural e comecei o projeto. Montei uma apresentação da feira, o blog e um panfletinho para entregar aqui nos prédios e ver o interesse. Acho que pouca gente conhece, mas, de qualquer forma já tenho a Escola onde fazer, o Grupo Escoteiro Valinhos para ajudar, e estou correndo atrás de 600,00 para imprimir material para divulgação: faixas, cartazes e marcador de livros.